O vício de me comparar, não só no pole.

É normal a gente se comparar na vida e nas aulas de pole não seria diferente.

Lembro que uma vez conversando com uma amiga, ela me falou que já fazia pole há quase 1 ano e não conseguia fazer um movimento que uma iniciante de 2 meses conseguiu na primeira tentativa. A frustração veio em peso e às vezes ela pensava se o pole era pra ela mesmo.

Me identifiquei na hora porque já me senti assim várias vezes durante os treinos, sempre tinha dias que eu rendia muito e outros que só escorregava ou simplesmente o movimento não saia. Percebi que me sentia assim não só nas aulas de pole, mas no trabalho, na faculdade, na minha vida pessoal, etc.
A comparação era constantemente presente na minha vida. Acho que na verdade, sou viciada nisso. Alô terapia?

Sabe aquele sentimento de entrar no Linkedin e parece que só você não tem o trabalho dos sonhos? Ou não é valorizada o suficiente? Ou que conseguiria um trabalho melhor? Esse sentimento começou a aparecer em várias faces da minha vida.

A aula de pole deveria me dar um momento de paz. Uma dose de endorfina no meio do caos do dia. Uma hora de espairecimento com um treino divertido. Pra que me cobrar tanto assim se a vida adulta já é pesada o suficiente?
Minha instrutora sempre diz que também começou do zero, e ela é minha maior inspiração.
Que entendeu que não adiantava se cobrar tanto e que cada mini conquista no pole dance é uma grande vitória.

Talvez eu devesse carregar esse pensamento para as outras partes da minha vida.
Nunca vou ser igual a ninguém, afinal, eu sou tantas.
E ser tantas me faz ser única, ter minha própria trajetória. Entender e aceitar que o foco não é o objetivo final e sim o processo. Aliás, existe um final? Sempre surge um novo desafio.

Acho que essa é a graça. Fazer coisas novas, evoluir, aprender, se permitir.
Até porque, aquele velho ditado, da vida a gente só leva o que viveu.